Como Reduzir o Churn da Agência de Marketing: Calcular, Acompanhar e Reter

Reter cliente custa muito menos que conquistar. Veja como calcular a taxa de churn da agência, qual número é aceitável e os 5 pilares para encher o balde em vez de só tapar o furo.


Tem um número que importa mais do que quantos clientes você fecha: quantos você perde. Porque de nada adianta encher o balde se ele está furado.

A maioria das agências obceca com prospecção e ignora a retenção. Aí vive no sobe e desce, entra dois e sai dois, e o faturamento nunca acumula. Reter cliente custa muito menos do que conquistar um novo, e é o que separa a agência que cresce da que só corre atrás. Antes de acelerar a entrada, você precisa medir e tapar a saída.


Como Calcular o Churn da Sua Agência

Você não controla o que não mede. O churn é a porcentagem de clientes que cancelam num período.

A conta é simples: divida o número de clientes que saíram pelo número de clientes que você tinha no início do período, e multiplique por 100. Começou o mês com 20 clientes e 1 cancelou? Churn mensal de 5%. Acompanhe esse número todo mês, porque é ele que te avisa cedo quando algo está errado.

Qual Churn é Aceitável

Não existe zero churn, e tudo bem. O ponto não é perseguir um número de tabela, é manter a saída baixa o suficiente para a base crescer.

A meta é simples: os cancelamentos têm que ser bem menores que as entradas, mês após mês. Quando a saída começa a comer uma fatia relevante da carteira e o faturamento para de acumular, é alerta vermelho. Aí boa parte do esforço de prospecção está indo embora pelo ralo, e o problema deixou de ser falta de cliente novo. É o balde furado.

Se a sua agência está travada de faturamento, vale checar se o churn não é a causa, é um dos gargalos mais comuns de quem não cresce.

Os 5 Pilares Para Encher o Balde

Reduzir churn não é sorte. Apoia-se em cinco pilares, nesta ordem de importância.

1. Entregar resultado real. É a fundação. Sem resultado, os outros quatro pilares têm prazo de validade curto. O cliente que fica três meses por gratidão sai no quarto.

2. Fazer o cliente perceber o resultado. O mais negligenciado. Resultado que o cliente não enxerga, para ele, não existe. Se ele nunca viu o anúncio rodando nem o número subir, você tem um problema de comunicação, não de entrega.

3. Aumentar o custo de troca. Quanto mais o seu trabalho está integrado na operação do cliente (histórico, calendário, audiência construída), mais caro fica para ele sair e recomeçar do zero com outra agência.

4. Comunicação proativa. Não espere o cliente reclamar. Reunião frequente, mesmo curta, e resposta rápida valem mais que relatório bonito. O silêncio é o que mata contrato sem aviso, como mostram os motivos de cancelamento.

5. Mostrar o progresso. De tempos em tempos, mostre o antes e o depois. O cliente esquece onde estava quando chegou. Lembrá-lo é parte do trabalho.

O Relatório Certo (e Por Que Dashboard Não Resolve)

Aqui um ponto que contraria o senso comum: dar um dashboard para o cliente acompanhar sozinho é perda de tempo. Ele quase não entra, e quando entra interpreta errado e cria ansiedade à toa.

O que funciona é um relatório mensal simples, conduzido por você, comparando sempre com o cenário antes da agência. Mostre o que foi feito, o que mudou e o próximo passo. A percepção de valor é construída por você ativamente, não terceirizada para uma tela que o cliente vai esquecer.

O Farol: Agir Antes do Cancelamento

A melhor retenção acontece antes de o cliente pensar em sair. Para isso, mantenha uma planilha interna, que não vai para o cliente, com alguns sinais por conta: percepção do cliente, satisfação atual, engajamento com o método e dias desde o último contato.

Quando algum desses sinais fica no vermelho, você age antes, com uma conversa, um resultado novo, uma retrospectiva. Customer Success é proativo, não reativo. Cliente que cancela quase sempre dá sinais semanas antes; o Farol é o que te faz enxergar esses sinais a tempo.

Um onboarding bem feito já começa a segurar o cliente desde o primeiro dia: veja como estruturar o onboarding para reduzir o churn na largada.

Se você quer montar o processo de retenção da sua agência e parar de viver de balde furado, é exatamente isso que estruturamos na Mentoria Ultra da Ultralize.


Rodrigo Bindes é co-fundador e mentor da Ultralize e CEO da Supersal, a maior agência de marketing para restaurantes do Brasil. Em três anos, construiu uma agência com múltiplos 7 dígitos de faturamento e mais de 50% de margem de lucro.

Perguntas frequentes

Como calcular a taxa de churn da agência?

Divida o número de clientes que cancelaram no período pelo número de clientes que você tinha no início do período, e multiplique por 100. Se começou o mês com 20 clientes e 1 saiu, o churn mensal é 5%. Acompanhe esse número todo mês.

Qual taxa de churn é considerada alta?

Não existe número único de tabela. O sinal de alerta é quando os cancelamentos passam a comer uma parte relevante das entradas e a base de clientes para de crescer, mês após mês. Aí o problema deixou de ser prospecção e virou retenção.

Vale a pena dar um dashboard para o cliente acompanhar sozinho?

Não. O cliente raramente entra, e quando entra entende errado. Melhor é um relatório mensal simples, conduzido por você, comparando com o cenário antes da agência. O cliente precisa que você mostre o resultado, não que ele vá procurar sozinho.

Rodrigo Bindes, Co-fundador e mentor da Ultralize, Ultralize
Sobre o autor

Rodrigo Bindes

Co-fundador e mentor da Ultralize

Rodrigo Bindes é co-fundador e mentor da Ultralize e CEO da Supersal, a maior agência de marketing para restaurantes do Brasil. Construiu uma agência do zero e, em três anos, atingiu múltiplos 7 dígitos de faturamento com mais de 50% de lucratividade.