Como Cobrar Mais Caro na Agência de Marketing Digital: Menos Clientes, Ticket Maior, Mais Lucro
Por que cliente barato dá mais trabalho e cliente caro fica mais tempo, e o método para subir o ticket da agência de marketing sem perder margem.
O cliente que paga pouco é o que mais enche o saco. Já reparou nisso? Ele te cobra em cima porque ele mesmo está sem dinheiro, com a corda no pescoço, e precisa de um resultado imediato que o preço que ele paga nunca vai sustentar. É por isso que cobrar barato pode matar a sua agência de marketing digital, mesmo quando o faturamento no papel parece bonito.
Vou te mostrar isso com a matemática e com o que a gente vê acontecer nas agências que fazem essa virada. Não é teoria: é o que muda quando você troca a lógica de volume pela lógica de ticket.
A Situação Antes: Faturamento Bonito, Vida Travada
O retrato mais comum é esse: a agência tem uns 30 e tantos clientes na carteira, fatura entre R$30 mil e R$40 mil por mês e o dono trabalha igual maluco, de 10 a 12 horas por dia. Visto de fora parece resultado bom, né? O problema é que empaca ali. Não consegue passar desse faturamento, não consegue organizar o operacional e não consegue descansar.
É o retrato clássico do que eu chamo de balde furado: você bota um monte de cliente para dentro, fecha 20, 30 contratos no mês, mas também sai 20, 30 clientes por mês daquela agência. Muito cliente para atender, atenção dividida entre todos, resultado ruim, cliente cancela rápido e você precisa de outro para tapar o buraco. Trabalha muito, cresce pouco.
A Virada: Menos Cliente, Ticket Muito Maior
A virada é ir para uns 20 e poucos clientes, bem menos do que os 30 e tantos de antes, e passar de R$100 mil por mês.
O efeito não é só no dinheiro. Quando cai de 30 e tantos para 20 e poucos clientes, cai também a carga de operação: dá para trabalhar uma média de 4 a 5 horas por dia, contra as 10 a 12 horas de antes. Depois que o faturamento sobe de R$40 mil para R$100 mil, a maior mudança costuma ser justamente essa: sobra tempo.
A Matemática que Explica Tudo
Faz um cálculo simples. Se você quer faturar R$50 mil por mês cobrando R$1.000 por cliente, precisa de 50 clientes. Já se você fecha clientes de R$3.000 a R$5.000, precisa de 20 a 33 clientes para faturar R$100 mil. Menos gente, mais saudável a operação, mais atenção para cada um.
Agora olha o efeito no tempo de permanência do cliente, que é onde a conta realmente muda de figura. Um cliente de R$1.000 por mês que fica 4 meses te rendeu R$4.000. Um cliente de R$4.000 por mês, mais qualificado, que você gera mais resultado e por isso fica um ano em vez de 4 meses, te rende R$48.000. É 12 vezes mais retorno sobre o mesmo esforço de fechar, porque ele confia no processo e não sai cobrando em cima toda semana.
No modelo de ticket alto, a agência roda com ticket médio na casa dos R$4.000, entre contratos de R$3.000, R$5.000 e R$10.000, e dá para tocar o comercial de forma enxuta, com poucas reuniões por semana. A meta nunca é fechar 10, 20, 30 clientes no mês: fechar de 2 a 5 já é excelente quando o ticket é alto.
Sniper, Não Metralhadora
O que muda tudo aqui é entender que você precisa ser mais sniper do que metralhadora. Sair atirando prospecção para todo lado só acerta perfil de cliente de ticket baixo. Sniper mira em poucos alvos certos, e com poucos clientes fechados no mês você já aumenta muito o faturamento.
Os 5 Passos para Fechar Clientes de Ticket Maior
Não é pílula mágica nem uma coisa isolada. É um conjunto que precisa entrar junto.
Primeiro, mude quem você prospecta. Alguns pagam chorando, outros pagam sorrindo. Foque em cliente com pouco tempo e muito dinheiro: pouco tempo para fazer sozinho, pouco tempo para ficar no seu cangote enchendo o saco, e dinheiro de sobra para pagar quem resolve o problema de verdade. É mais fácil fechar uma venda de R$3.000 a R$5.000 com esse perfil do que insistir com quem chora para pagar R$1.000.
Segundo, trabalhe o posicionamento como especialista. A maior oportunidade hoje é ter uma agência de marketing ultranichada. Especialista ganha mais em qualquer mercado: médico especialista ganha mais que clínico geral, oficina que só atende BMW cobra mais caro que oficina que atende qualquer carro. Se você atende 20 clientes de nichos diferentes, se dispersa em estratégias que não se repetem. Se todos estão no mesmo nicho, você replica o que funciona e vira método.
Terceiro, prospecte por conexão, não por prospecção fria. Chegar direto oferecendo reunião, mandando direct com textão ou fazendo anúncio frio para quem não te conhece dificilmente leva um cliente qualificado a fechar. Funciona como paquera: você segue, curte, comenta, puxa assunto antes de chamar para sair. Seja interessante antes de ser interesseiro.
Quarto, venda um pacote de serviços que gera resultado, não um serviço isolado. Só gestão de tráfego ou só social media é commodity, tem milhares vendendo a mesma coisa. E o oposto também não funciona: virar agência 360 que entrega tudo é furada, porque quem entrega de tudo não é bom em nada. Aplique a Lei de Pareto 80/20: quais são os 20% de entregas que geram 80% do resultado daquele nicho específico? Monte o pacote em cima disso.
Quinto, estruture a apresentação de vendas em cima do resultado, não dos entregáveis. O erro comum é achar que o cliente contrata porque você faz um serviço. Ele contrata porque espera um resultado. Sua apresentação de vendas tem que focar no resultado que você vai buscar, não em número de post ou quantidade de plataforma. O resultado é o que faz o cliente pagar mais caro.
O Caminho Prático Daqui para Frente
A ordem importa. Não adianta subir o ticket sem mudar quem você prospecta, e não adianta prospectar melhor sem ter um posicionamento de especialista para sustentar o preço.
Primeiro, entenda quanto cobrar pelos seus serviços e pare de aceitar cliente que chora por R$500 quando você deveria estar cobrando R$3.000. Segundo, ajuste como prospectar clientes de verdade, trocando prospecção fria por conexão. Terceiro, confira a matemática de ter menos clientes e mais lucro e compare com a carteira que você tem hoje. Quarto, revise faturamento contra lucro antes de decidir se o próximo passo é crescer ou arrumar a casa.
Subir o ticket não é sorte nem exceção. A gente já ajudou muitas agências a baterem pela primeira vez R$20 mil, R$50 mil, R$100 mil por mês de faturamento assim, com mais margem de lucro, sem caos na operação e com qualidade de vida melhor. Não é uma única coisa que resolve: é prospectar certo, se posicionar como especialista, aproximar antes de vender, empacotar o serviço em cima de resultado e apresentar a venda focada nesse resultado.
Se você quer arrumar esse ticket na sua agência com quem já aplicou esse método com dezenas de mentorados, conheça a Mentoria Ultra da Ultralize.
Rodrigo Bindes é co-fundador e mentor da Ultralize e CEO da Supersal, a mais conceituada agência de marketing para restaurantes do Brasil. Em três anos, construiu uma agência com múltiplos 7 dígitos de faturamento e mais de 50% de margem de lucro.
Perguntas frequentes
Como cobrar mais caro na agência de marketing sem perder clientes?
Filtrando quem você prospecta antes de mudar preço. Foque em clientes com pouco tempo e muito dinheiro, se posicione como especialista num nicho, aproxime-se por conexão em vez de prospecção fria, venda um pacote de serviços que gera resultado e apresente a venda em cima do resultado esperado, não da lista de entregáveis.
Vale a pena ter menos clientes cobrando mais caro?
Vale. Menos cliente com ticket maior gera mais margem e menos operação. Trocar 30 e poucos clientes de ticket baixo por cerca de 20 de ticket alto pode dobrar o faturamento e ainda liberar horas do seu dia, porque cliente caro trata o serviço como investimento e não fica no seu cangote.
Por que cliente barato dá mais trabalho que cliente caro?
Porque cliente barato geralmente está sem dinheiro e sobrando tempo para cobrar em cima de você, enquanto cliente caro tem pouco tempo e trata o serviço como investimento sério. Além disso, cliente barato cancela mais rápido: um cliente de R$1.000 que fica 4 meses rende R$4.000, contra R$48.000 de um cliente de R$4.000 que fica um ano.