Como Escolher o Nicho da Agência de Marketing: Critérios, Exemplos e Como Migrar de Generalista para Nichada

Nichar é decisão e tem método para isso. Veja os 6 critérios para escolher o nicho da sua agência de marketing, exemplos de nichos que dão certo (inclusive os não óbvios) e como migrar de generalista sem quebrar o caixa.


Nichar é decisão. É como um casamento: você não pode se casar com todo mundo. E, como toda decisão importante, ela tem critério, não é chute nem moda.

A maioria das agências resiste a nichar com medo de limitar o faturamento. O medo é compreensível e infundado. Quem atende “qualquer empresa” compete por preço com todas as agências da cidade. Quem se especializa vira referência, cobra mais e entrega melhor. A pergunta não é “se” nichar, é “em qual nicho” e “como migrar”.


Os 6 Critérios Para Escolher o Nicho

Pese estes seis critérios na ordem, porque o primeiro tem mais peso que o último.

  1. Onde você entrega mais valor. O critério mais importante. Onde você já tem experiência, familiaridade ou conexão pessoal? É ali que você larga na frente.
  2. O nicho precisa muito de marketing? Um dermatologista precisa mais do que um posto de gasolina. Necessidade alta facilita a venda.
  3. O nicho está em crescimento? Aposte onde a maré sobe (harmonização facial), não onde desce (locadora de vídeo).
  4. O nicho tem poder de compra? Para cobrar bem, o cliente precisa ter margem. Médico aguenta o ticket; nem todo segmento aguenta.
  5. Onde você consegue cobrar mais? Alguns nichos pagam naturalmente mais pelo mesmo trabalho. Vá onde o ticket sobe.
  6. O dono se identifica com o nome do nicho? “Negócios locais” é furada, ninguém se chama assim. “Clínica de estética” sim. O cliente precisa se reconhecer no nome.

Específico Vence Genérico (e o Não Óbvio Vence)

O erro clássico é parar no meio do caminho: escolher “saúde” achando que já nichou. Não nichou. “Saúde” ainda é amplo demais.

O nicho de verdade é específico: não “saúde”, mas “clínicas de harmonização facial”. Não “alimentação”, mas sim “restaurantes”. Quanto mais específico, mais você fala a língua do cliente, mais rápido produz prova de resultado e menos concorrência encontra.

E não despreze os nichos não óbvios. Os que ninguém acha glamouroso costumam ser os mais lucrativos justamente porque quase ninguém disputa. Saúde ocupacional, por exemplo, não é bonito de falar numa roda, mas dá para construir uma agência muito sólida ali, com folga, enquanto todo mundo briga pelos nichos da moda.

Os Mesmos Critérios, Na Prática

Para escolher o seu, responda com honestidade:

  • Com quem você já atende hoje, mesmo fora do nicho que quer?
  • Em que tipo de cliente os seus resultados são melhores?
  • Onde você consegue cobrar um ticket maior naturalmente?
  • Tem alguma experiência anterior que te coloca em posição de autoridade num segmento?

Depois, valide: o nicho tem massa crítica de clientes na sua região (ou no digital)? O ticket que ele suporta sustenta o seu modelo? Você consegue prospectar esse pessoal com as ferramentas que tem? Se as três respostas forem sim, você tem um nicho. Isso é a base do ultranicho.

Como Migrar de Generalista Sem Quebrar o Caixa

Esse é o medo que trava todo mundo: “se eu nichar, perco os clientes que já tenho”. Não precisa ser de uma vez.

A migração é gradual. Mantenha os clientes atuais pagando as contas enquanto você direciona toda a prospecção nova para o nicho escolhido. Feche o primeiro cliente do nicho, aprenda a entregar com excelência, gere o primeiro case. Com case na mão, o segundo é mais fácil, e o terceiro mais ainda.

Aos poucos, a carteira nova de nicho vai substituindo a antiga de generalista, com ticket maior e menos esforço. Você não dá um salto no escuro: sobe degrau por degrau, sempre com caixa coberto. Quando o nicho domina a carteira, sua prospecção fica muito mais fácil, porque você passa a falar com gente parecida, do mesmo segmento, repetindo o que já deu certo.

Se você quer escolher o nicho certo e fazer essa migração com método, é uma das primeiras coisas que destravamos na Mentoria Ultra da Ultralize.


Rodrigo Bindes é co-fundador e mentor da Ultralize e CEO da Supersal, a maior agência de marketing para restaurantes do Brasil. Em três anos, construiu uma agência com múltiplos 7 dígitos de faturamento e mais de 50% de margem de lucro.

Perguntas frequentes

Quais critérios usar para escolher o nicho da agência?

Na ordem de peso: onde você entrega mais valor (experiência e conexão), se o nicho precisa muito de marketing, se está em crescimento, se tem poder de compra, onde você consegue cobrar mais, e se o dono se identifica com o nome do nicho.

Nichar não vai limitar o meu faturamento?

É o contrário. Generalista compete por preço com todo mundo e vira commodity. Especialista cobra mais, fecha mais fácil e replica o que aprende de um cliente para o próximo. O nicho concentra o esforço onde ele rende mais.

Como migrar de agência generalista para nicho sem perder os clientes atuais?

Não largue tudo de uma vez. Mantenha os clientes atuais enquanto direciona toda prospecção nova para o nicho escolhido. Feche o primeiro cliente do nicho, aprenda a entregar, e vá trocando a carteira aos poucos, sem quebrar o caixa.

Rodrigo Bindes, Co-fundador e mentor da Ultralize, Ultralize
Sobre o autor

Rodrigo Bindes

Co-fundador e mentor da Ultralize

Rodrigo Bindes é co-fundador e mentor da Ultralize e CEO da Supersal, a maior agência de marketing para restaurantes do Brasil. Construiu uma agência do zero e, em três anos, atingiu múltiplos 7 dígitos de faturamento com mais de 50% de lucratividade.