10 Erros que Fazem Gestores de Tráfego Perder Dinheiro
Os 10 erros que travam o gestor de tráfego: do perfil de cliente errado ao relatório que ninguém entende, e como corrigir cada um.
Todo santo dia eu vejo o mesmo filme: gestor de tráfego que não sai do lugar, vive apagando incêndio e não consegue escalar o próprio negócio. Não é falta de técnica de anúncio. São erros repetidos, que travam a operação antes mesmo dela sair do papel.
Eu comecei aprendendo gestão de tráfego. Hoje a Supersal, minha agência de marketing especializada em restaurantes, fatura mais de R$200 mil por mês. E o que separa quem trava de quem escala não é saber configurar campanha melhor. É parar de cometer as burrices que eu vou listar aqui, uma por uma, com a correção de cada uma.
Pegar Qualquer Cliente e Pegar Cliente Demais
A primeira burrice é pegar qualquer cliente que aparece. Sem perfil de cliente ideal, você atende nicho diferente, tamanho diferente, demanda diferente, e a operação pega fogo. Toda vez que uma agência chega aqui reclamando que a operação virou um caos, quando a gente olha, o problema é esse: falta de perfil de cliente ideal, cliente aleatório demais. A correção é entender qual cliente você consegue entregar mais resultado e cobrar mais, afunilando o tipo de cliente que você atende. Vale até para quem se posiciona como “gestor de tráfego de negócio local”: esse termo não conecta com ninguém, porque dono de padaria não fala que tem um “negócio local”. Fica muito mais forte se posicionar como especialista de um nicho, o que puxa direto para lógica de ultranichar a agência.
A segunda burrice, puxada pela primeira: pegar mais cliente do que você consegue atender sozinho. Você começa segurando vários pratinhos e eles caem, porque a entrega despenca. A correção não é parar de crescer, é ter time. Sem time e sem processo não tem como crescer com qualidade, e a operação vira um balde furado: entra cliente, sai cliente, porque a atenção não acompanha o volume.
Cobrar Barato Para Fechar Rápido
Terceira burrice, e uma das piores: cobrar barato para fechar mais rápido. Preço baixo atrai cliente ruim, que fatura pouco e por isso exige mais do que paga. E tem a conta que fecha o assunto: para faturar R$100 mil por mês, você precisa de 100 clientes de R$1.000 ou 200 clientes de R$500. Isso inviabiliza o crescimento da agência. Conheço um dono de agência que cobrava R$1.500 quando podia cobrar R$3.000, e justificava assim: “R$1.000 é mais fácil de fechar, meu sócio fecha uns 10 clientes por mês e eu já sei que uns dois ou três vão sair”. O problema não é fechar rápido, é não saber quanto cobrar pelo trabalho que você entrega. Gestão de tráfego virou commodity, tem gente cobrando R$500. Quem se posiciona diferente cobra mais caro e segura o cliente por mais tempo.
Tráfego Sozinho Não Entrega Resultado
Quarta burrice: não entender do negócio do cliente. Ficar só no tráfego, tráfego, tráfego sem entender a operação do nicho impede gerar resultado de verdade. Já vi gestor de tráfego mandando cliente de restaurante para landing page e WhatsApp, quando o caminho certo é salão ou delivery. Quinta burrice, direto ligada a essa: focar só em gestão de tráfego. Isso te transforma em músico de uma nota só, um apertador de botão que agrega pouco valor. Tem criativo, tem oferta, tem landing page, tudo isso em volta, e o gestor que só faz tráfego não enxerga. Na Supersal a gente nem fala de tráfego, apesar de ser um dos pilares do método. A gente fala de resultado. Um exemplo prático: brinquedoteca pode ser oferta forte para restaurante, sem nem falar de comida, porque pai escolhe restaurante pensando nos filhos. Tem ainda uma burrice extra que anda junto dessas duas: usar termo técnico com o cliente, tipo CPL, CTR, “briefing”, “funil”, “onboard”. O dono da empresa não entende essas palavras, e você precisa traduzir para linguagem de leigo.
Métrica de Vaidade e Prospecção Que Vira Balde Furado
Sexta burrice: focar em métrica de vaidade, tipo seguidor e curtida, em vez de faturamento. Seguidor e like não pagam conta. Conta de padaria: cada seguidor custa hoje entre R$1 e R$3 no mínimo, então 1.000 seguidores custam de R$2.000 a R$3.000. E um post só é mostrado para uns 5% da base, ou seja, 50 pessoas em cada 1.000 seguidores. A conta não fecha em venda. A correção é simples: você precisa saber quanto o cliente vende antes de tentar fazer ele vender mais, e isso se explica na hora da venda e do onboarding.
Sétima burrice, e essa parece contraintuitiva: usar só tráfego pago para prospectar cliente para o próprio negócio. Se prospectar por tráfego fosse bom, todo gestor de tráfego estaria multimilionário. É um jogo de volume, caro, que também vira balde furado: entra muito cliente pagando pouco, fica pouco tempo, e a operação incendeia. Nesse modelo, o fechamento em reunião de venda fica entre 15% e 20%, mesmo sendo bom. Prospectar de forma mais inteligente, gerando conexão antes de chegar com proposta, funciona melhor do que depender só de anúncio pago, e é a lógica por trás de como prospectar clientes para agência.
Ficar na Bolha e Manter Cabeça de Autônomo
Oitava burrice: não se colocar em ambiente que potencializa o crescimento. Gestor de tráfego costuma viver só em grupo técnico de marketing, sem network com empresário, que é quem contrata. Sai do quarto, vai para evento, entra em grupo de empresário, participa de associação.
Nona burrice: manter cabeça de autônomo, freelancer, técnico. Quem é autônomo tem, na prática, um emprego sem os benefícios de um emprego: sem férias, sem décimo terceiro, sem seguro. Sem virar empresário e montar time, você fica preso na própria operação.
O Relatório Que Só Impressiona Você
Décima burrice: apresentar relatório cheio de sigla técnica achando que impressiona o cliente. CTR, CPL, connect rate: o dono da empresa não entende nada disso, e cara de paisagem não significa que ele entendeu. O dashboard, tipo o Reportei, que a gente usa aqui para conectar tráfego, social media, venda e CRM, é ferramenta de gestão interna, não vitrine para o cliente. Traduza o número para o contexto dele: dizer que o CPM está em R$5 não significa nada sozinho, agora dizer que R$5 é bom porque a média de mercado é R$7 agrega valor de verdade.
De Gestor de Tráfego a Dono de Agência de Marketing Digital
Junta essas dez burrices e aparece um padrão: gestão de tráfego virou commodity, e quem fica preso só nela perde espaço, inclusive para inteligência artificial, que deixa a parte técnica cada vez mais fácil. Quem sai dessa trava é quem entende do negócio do cliente, entende de oferta, de criativo, de jornada, e principalmente troca a cabeça de técnico pela cabeça de empresário: monta time, cobra ticket maior, entrega resultado de verdade em vez de métrica de vaidade.
Esse é exatamente o caminho de virar dono de agência de marketing digital: parar de vender gestão de tráfego e passar a vender resultado, com processo, time e posicionamento. Se você quer dar esse salto com quem já fez esse caminho, conheça a Mentoria Ultra da Ultralize e veja como escalar sua agência de marketing digital sem ficar refém da própria operação.
Rodrigo Bindes é co-fundador e mentor da Ultralize e CEO da Supersal, a mais conceituada agência de marketing para restaurantes do Brasil.
Perguntas frequentes
Por que cobrar barato atrapalha o crescimento de quem faz gestão de tráfego?
Preço baixo atrai cliente ruim, que fatura pouco e por isso exige mais do que paga. Além disso, para faturar R$100 mil por mês com ticket baixo você precisa de 100 ou 200 clientes, o que inviabiliza o crescimento da operação. Ticket maior significa menos cliente, mais qualidade e mais margem.
Qual a diferença entre cabeça de autônomo e cabeça de empresário na gestão de tráfego?
Quem mantém cabeça de autônomo ou freelancer tem, na prática, um emprego sem os benefícios de um emprego: sem férias, sem décimo terceiro, sem segurança se parar de trabalhar. Cabeça de empresário significa montar time e processo para a operação não depender só de você.
Vale a pena prospectar clientes só com tráfego pago?
Não é o caminho mais eficiente. É um jogo de volume, caro e demorado, que também vira um balde furado: entra muito cliente pagando pouco e saindo rápido. Prospectar gerando conexão antes, em ambientes onde o cliente ideal está, funciona melhor do que depender só de anúncio.