Quanto Cobrar por Site e Landing Page sem Prender a Agência em Projeto Pontual

Veja quanto cobrar por site e landing page, como calcular o preço pela sua estrutura e por que projeto pontual não sustenta uma agência sozinho.


Quanto cobrar por site e landing page?

Vamos direto ao número: para uma agência, eu usaria a faixa de R$2.500 a R$3.000 como piso do contrato. Abaixo disso, a conta tende a ficar apertada rápido demais.

Só que tem uma ressalva importante. Essa faixa não é uma tabela universal dizendo que toda landing page vale a mesma coisa. Uma página simples e um site com uma entrega mais pesada não consomem a mesma operação. O número é um piso para você parar de aceitar projeto que ocupa a agência, come margem e acaba antes de devolver dinheiro de verdade.

O preço exato precisa sair da sua estrutura. E, depois de calcular o preço, ainda falta responder a pergunta mais importante: esse projeto ajuda a construir uma agência ou só compra trabalho para o próximo mês?

Porque site e landing page podem ser entregáveis úteis. O problema aparece quando viram o modelo de negócio inteiro.


A Faixa de Preço é o Começo, Não a Precificação

O mercado adora perguntar quanto o concorrente cobra. A agência abre um grupo, vê alguém oferecendo site por um valor qualquer, tira um desconto para ficar mais atraente e manda a proposta.

Isso não é precificação. É chute com medo de perder.

A referência de R$2.500 a R$3.000 já aparece como o ticket mínimo para um pacote de agência saudável no artigo sobre quanto cobrar por serviço de marketing. Para site e landing page, eu trataria essa faixa como o mínimo para aceitar o contrato, desde que a conta interna confirme o preço.

E qual é a conta interna? São três blocos:

  1. Custo direto de entrega: quem vai criar a estrutura, escrever, desenhar, configurar e atender o cliente.
  2. Fatia do custo fixo: ferramentas, administrativo, contador e o seu pró-labore.
  3. Margem: o dinheiro que precisa sobrar depois de pagar toda a operação.

O cálculo é o mesmo explicado no artigo sobre fee mensal da agência: custo total dividido por 1 menos a margem desejada.

Se o custo total do projeto ficou em R$1.500 e sua meta é 50% de margem, a conta é R$1.500 dividido por 0,5. O preço é R$3.000.

Agora olha a diferença entre precificar e copiar preço. Se você cobrar R$2.000 nesse mesmo projeto, sobra R$500. Sua margem fica em 25%. Basta uma rodada extra de alteração, um atraso ou uma entrega mal calculada para o lucro sumir.

O concorrente pode cobrar menos porque tem outro custo. Também pode estar no prejuízo e nem saber. A estrutura dele não paga suas contas.

Site e Landing Page Passam no Teste dos 3 R’s?

Depois do preço, vem o filtro que quase ninguém faz.

Eu avalio o que uma agência vende por três critérios: resultado, recorrência e replicável. São os 3 R’s.

Um serviço bom para o cliente e para a agência precisa gerar resultado, trazer receita recorrente e permitir que a operação repita estratégias validadas sem recomeçar do zero a cada contrato.

Site e landing page, vendidos de forma pontual, falham nesse teste.

Resultado: A Página Não é o Resultado

Uma landing page pode ser necessária. Um site pode organizar a presença do negócio. Só que o empresário não acordou querendo comprar página.

Ele quer vender mais, receber mais pedidos, gerar mais contatos ou aumentar o faturamento. A página é o meio. Quando você vende “site com tantas seções” ou “landing page com formulário”, está vendendo entregável. E entregável virou commodity porque tem muita gente oferecendo a mesma coisa.

É aquela frase: venda o que o cliente quer e entregue o que ele precisa. Ele pode precisar da página. O que ele quer é o resultado que vem depois dela.

E ainda tem outro ponto. Site sozinho não garante resultado. Tráfego sozinho também não. Criativo sozinho também não. O resultado depende do método inteiro e do que acontece antes e depois da visita. Vender a peça como se ela fosse o resultado completo cria uma promessa torta desde a reunião.

Recorrência: Terminou a Página, Terminou o Faturamento

Aqui o projeto pontual perde de forma mais óbvia.

Você vende um site, trabalha, entrega e recebe. No mês seguinte, aquela receita acabou. Para faturar de novo, precisa encontrar outro cliente, vender outro projeto, fazer outro diagnóstico e começar outra entrega.

É carregar balde. Cada venda compra um novo ciclo de trabalho.

Com recorrência, a lógica muda. Um contrato de R$3.000 por mês durante 12 meses representa R$36.000. No mês seguinte, você não substitui o faturamento anterior. Você adiciona outro contrato e empilha receita.

Agora faz a conta de padaria. Se você quer manter R$30.000 de faturamento com projetos de R$3.000, precisa vender 10 projetos novos sempre que os anteriores terminarem. Se os mesmos R$3.000 entram em contratos recorrentes, a carteira acumula. O esforço comercial deixa de servir apenas para repor o que acabou.

É por isso que serviço pontual não sustenta crescimento sozinho. A agência fica num balde furado de projetos: entra receita, sai receita, e o dono continua correndo atrás do próprio rabo.

Replicável: Cada Projeto Vira uma Agência Nova

O terceiro R é a capacidade de repetir o método.

Se hoje você faz um site para clínica, amanhã para restaurante e depois para uma transportadora, cada projeto pede linguagem, estratégia, jornada e decisão diferentes. Você pode até repetir a ferramenta, mas não está repetindo uma estratégia validada de resultado.

Isso mantém o dono como a cabeça de tudo. A equipe pergunta, o cliente pede exceção, o escopo cresce e ninguém consegue executar sem consultar você.

Quando a agência ultranicha e cria um método para um perfil de cliente ideal, a página deixa de ser uma invenção nova. Ela passa a cumprir uma função conhecida dentro de uma estratégia que já foi testada. Aí fica mais fácil documentar, delegar e melhorar a cada ciclo.

O entregável pode ser parecido. O modelo de negócio é completamente diferente.

A Conta Que Mostra Por Que o Pontual Não Sustenta a Agência

Pensa em dois cenários com o mesmo preço de R$3.000.

No primeiro, você vende uma landing page pontual. Entrega, recebe e volta a zero. Para repetir os R$3.000 no próximo mês, precisa vender outra.

No segundo, você fecha um contrato mensal de R$3.000 por um método que gera resultado, e a landing page entra apenas quando for necessária. Depois de 12 meses, esse cliente representa R$36.000 em receita.

Não estou dizendo que todo projeto de site deveria virar uma mensalidade forçada. Cobrar recorrência artificial por uma página que já acabou é trocar um problema por outro. O ponto é mudar o que você vende.

Você não vende a página. Vende o caminho recorrente até o resultado. A página, o tráfego, o criativo e os outros serviços derivam do método.

Essa distinção também protege o escopo. Quando o cliente compra “um site”, toda conversa vira seção, botão e alteração. Quando compra resultado dentro de um método, a discussão volta para o que realmente move o negócio.

Quando Aceitar um Projeto Pontual

Projeto pontual não é proibido. Só não pode ser confundido com a fundação da agência.

Eu avaliaria por três perguntas:

  • O preço cobre custo direto, custo fixo e a margem definida?
  • O projeto abre ou fortalece uma relação com o perfil de cliente ideal?
  • A entrega pode ser reaproveitada dentro de um método replicável?

Se a resposta for não para tudo, você está aceitando trabalho, não construindo modelo de negócio.

Também não vale usar projeto barato como porta de entrada sem uma estratégia clara. O cliente que entra pelo menor preço cria uma expectativa de menor preço. E seu tempo fica ocupado justamente quando aparece o contrato de ticket maior.

O Caminho Prático

Primeira coisa: pare de usar tabela de concorrente. Levante custo direto, rateio do custo fixo e margem.

Segunda coisa: trate R$2.500 a R$3.000 como piso, não como teto. Se sua estrutura custa mais, o preço precisa subir. Se o cliente não comporta esse valor, talvez ele não seja seu perfil de cliente ideal.

Terceira coisa: aplique os 3 R’s antes de mandar a proposta. O projeto gera resultado de negócio, cria recorrência e é replicável?

Quarta coisa: reposicione a venda. Vende resultado, não serviço. Site e landing page podem continuar na entrega, mas entram como meios dentro de um método para um nicho específico.

No final das contas, cobrar R$3.000 por uma página pode ser melhor do que cobrar R$1.000. Mas ainda é uma venda que termina. O que sustenta uma agência não é só cobrar mais pelo projeto pontual. É construir recorrência, replicar o que funciona e empilhar faturamento.

Se você quer estruturar precificação, posicionamento e modelo de negócio com método, conheça a Mentoria Ultra da Ultralize.


Rodrigo Bindes é co-fundador e mentor da Ultralize e CEO da Supersal, a mais conceituada agência de marketing para restaurantes do Brasil.

Perguntas frequentes

Quanto cobrar por um site ou uma landing page?

Para uma agência, use R$2.500 a R$3.000 como piso de contrato, não como tabela cega por página. O valor exato depende do custo direto, da fatia do custo fixo e da margem. Se o projeto custa R$1.500 para entregar e a meta é 50% de margem, o preço precisa ser R$3.000.

Como calcular o preço de uma landing page?

Some todo o custo direto da entrega, inclua a fatia do custo fixo da agência e divida o total por 1 menos a margem desejada. Com margem de 50%, basta dividir o custo total por 0,5. Depois confira se o escopo está claro e se o preço não foi copiado do concorrente.

Vale a pena vender criação de site como serviço de agência?

Pode valer como parte de um método que gera resultado, mas é fraco como base do modelo de negócio. Site é um projeto pontual: termina, encerra o faturamento e obriga a agência a vender outro projeto no mês seguinte.

Como transformar site e landing page em receita recorrente?

Não é cobrando mensalidade artificial pela mesma página. A saída é vender um resultado recorrente para um nicho definido e usar site ou landing page como um dos entregáveis necessários dentro do método. O cliente compra o resultado; a página é o meio.

Rodrigo Bindes, Co-fundador e mentor da Ultralize, Ultralize
Sobre o autor

Rodrigo Bindes

Co-fundador e mentor da Ultralize

Rodrigo Bindes é co-fundador e mentor da Ultralize e CEO da Supersal, a mais conceituada agência de marketing para restaurantes do Brasil. Construiu uma agência do zero e, em três anos, atingiu múltiplos 7 dígitos de faturamento com mais de 50% de lucratividade.