Como Descobrir Quanto um Cliente de Agência de Marketing Fatura Antes de Fechar (Sem Perguntar)
Aprenda a estimar o faturamento de um lead antes de abordar: sinais externos que toda Agência de Marketing Digital consegue ler no nicho certo.
Antes de bater na porta de um cliente em potencial, existe uma pergunta que decide se vale a pena a abordagem: quanto essa empresa fatura? Não é curiosidade. É que o ticket que uma Agência de Marketing Digital consegue cobrar está diretamente ligado ao faturamento de quem vai pagar a conta. Cliente que fatura pouco não sustenta ticket alto, por melhor que seja o serviço entregue.
O problema é que a maioria das agências só descobre isso durante a conversa de venda, ou pior, depois de fechar. Existe um jeito de estimar essa faixa antes mesmo de abordar o lead, sem perguntar nada para ninguém.
Por Que o Faturamento é o Filtro Antes do Ticket
Existe uma referência prática que relaciona o investimento total em marketing de um cliente (agência mais anúncios) a uma fatia saudável do faturamento dele, algo entre 2% e 5%. O detalhamento dessa conta é assunto para quanto cobrar pelos seus serviços, mas ela explica por que essa etapa anterior importa tanto: sem saber quanto o cliente fatura, é impossível saber se ele cabe no ticket que a agência quer cobrar.
Um cliente que fatura R$20 mil ou R$30 mil por mês não vai sustentar um ticket de R$3 mil, R$4 mil, R$5 mil, fora a parte de anúncios que ele também precisa investir. Não é falta de vontade. É que a operação dele não gera caixa suficiente para aguentar esse custo por muitos meses seguidos. E não adianta pegar esse cliente na esperança de que ele vá faturar mais lá na frente: no terceiro mês ele volta dizendo que não tem mais condições de pagar.
Por isso, antes de gastar tempo numa abordagem, a agência de marketing precisa ter uma noção, ainda que aproximada, de quanto aquele negócio fatura.
Os Rastros Que o Faturamento Deixa
Aqui entra o motivo pelo qual ultranichar a agência muda tudo: quando a agência domina um segmento específico, ela passa a entender do negócio a ponto de ler sinais que estão públicos, disponíveis para qualquer um, mas que só fazem sentido para quem conhece aquele nicho por dentro.
Pega o exemplo de um restaurante. Dá para olhar as fotos publicadas no Instagram e no Google Meu Negócio, o tamanho do espaço, quantas mesas tem, e já formar uma primeira impressão. Mas o sinal mais concreto vem da quantidade de avaliações. Se o restaurante tem mil avaliações no iFood, existe uma conta simples por trás desse número: apenas uma fração pequena, algo em torno de 10% dos clientes que fazem um pedido, chega a deixar avaliação. Multiplicando mil por dez, chega-se a uma faixa perto de dez mil pedidos nos últimos noventa dias. Isso já entrega uma noção de volume de vendas, sem precisar perguntar nada ao dono do negócio.
O mesmo vale para o Google Meu Negócio. Uma foto de fachada com mesa pequena, localização num bairro de menor poder aquisitivo, já indica uma faixa de faturamento mais baixa, mesmo sem abrir nenhuma planilha. É uma leitura rápida, mas consistente: o faturamento deixa rastros visíveis para quem sabe procurar.
O Mesmo Princípio em Qualquer Nicho
Esse raciocínio não é exclusivo de restaurante. Numa clínica de oftalmologia, por exemplo, uma que só faz consulta tende a ter um faturamento menor do que uma que também realiza cirurgias. O tipo de serviço oferecido já é, em si, um indicador da faixa de faturamento daquele negócio.
O mesmo acontece numa loja de material de construção. Quando o produto vendido tem acabamento mais sofisticado, essa loja tende a faturar mais. Uma loja que vende só os itens básicos, como cimento, dificilmente tem um faturamento tão alto. Conforme a agência de marketing se aprofunda no nicho escolhido, ela vai identificando esses sinais próprios daquele segmento, que mostram se o negócio fatura o suficiente para pagar um ticket mais alto.
Vale reforçar: ninguém precisa acertar o número exato de faturamento. O objetivo é chegar numa faixa razoável, o bastante para decidir se aquele lead merece a abordagem e com qual expectativa de ticket abrir a negociação.
Quando o Rastro Não é Suficiente
Existem casos em que os sinais externos não são claros o bastante, e aí a saída é perguntar de um jeito indireto. Em vez de perguntar direto quanto o cliente fatura hoje, uma pergunta mais leve funciona melhor: quanto ele gostaria de faturar. Se a resposta for um número menor, já dá para deduzir que o faturamento atual está abaixo disso. Essa pergunta abre espaço para uma segunda, agora perguntando quanto ele fatura hoje, para entender a diferença entre onde está e onde quer chegar.
Isso funciona melhor quando o posicionamento da agência já é sobre resultado, sobre aumentar faturamento, e não sobre um serviço isolado como gestão de tráfego ou postagem de conteúdo. Quando o foco declarado é ajudar o cliente a faturar mais, perguntar o faturamento dele deixa de soar invasivo e passa a ser parte natural do processo.
O Caminho Prático
Primeiro, escolha o nicho antes de tentar ler qualquer sinal. Sem ultranichar, nenhum número tem contexto suficiente para virar estimativa de faturamento.
Segundo, levante os sinais públicos disponíveis para aquele segmento: avaliações em plataformas específicas do nicho, estrutura física, localização, tipo de produto ou serviço oferecido.
Terceiro, cruze esses sinais com o que você já sabe do nicho. Uma clínica que faz cirurgia tende a faturar mais do que uma que só atende consulta. Uma loja com acabamento sofisticado tende a faturar mais do que uma que vende só o básico.
Quarto, só depois disso, decida se vale abordar aquele lead e com qual expectativa de ticket abrir a negociação. Esse é o passo que evita gastar energia de prospecção ativa num cliente que nunca vai sustentar o ticket que a agência precisa cobrar, e que também alimenta a clareza sobre o perfil de cliente ideal que a agência quer atender.
O Faturamento Sempre Deixa Rastro
No final das contas, ninguém precisa perguntar quanto um cliente fatura para ter uma ideia bem próxima da realidade. Basta saber onde procurar, e isso só acontece quando a agência conhece o nicho a fundo o bastante para transformar um número de avaliações, uma foto de fachada ou um tipo de produto em estimativa de faturamento.
Prospectar sem essa leitura é apostar no escuro. Prospectar com ela é escolher, antes de gastar tempo, exatamente quem vale a abordagem.
Se você quer estruturar essa e outras etapas antes de subir seu ticket, com quem já fez esse caminho, conheça a Mentoria Ultra da Ultralize.
Rodrigo Bindes é co-fundador e mentor da Ultralize e CEO da Supersal, a mais conceituada agência de marketing para restaurantes do Brasil. Em três anos, construiu uma agência com múltiplos 7 dígitos de faturamento e mais de 50% de margem de lucro.
Perguntas frequentes
Como saber se um lead tem faturamento suficiente para pagar o ticket da agência de marketing digital, sem perguntar direto?
Olhando sinais públicos do negócio: quantidade de avaliações no iFood e no Google Meu Negócio, estrutura física do estabelecimento, localização e o tipo de produto ou serviço que ele oferece. Quanto mais fundo você conhece o nicho, mais fácil é transformar esses sinais numa estimativa de faturamento.
Quais sinais externos indicam o faturamento de um cliente em potencial antes de a agência de marketing digital abordar?
Número de avaliações em plataformas como iFood e Google Meu Negócio, aparência da estrutura física nas fotos, bairro onde está localizado e a complexidade do produto ou serviço vendido. Um restaurante com mil avaliações no iFood, por exemplo, teve uma faixa considerável de pedidos nos últimos noventa dias.
Por que a agência de marketing digital precisa nichar para conseguir ler esses sinais de faturamento?
Porque cada sinal só faz sentido dentro do contexto do nicho. Uma clínica que só faz consulta fatura diferente de uma que também faz cirurgia, e isso só vira informação útil para quem já entende a fundo aquele segmento específico.