A Inteligência Artificial Vai Acabar com as Agências de Marketing Digital?

A IA vai acabar com as agências de marketing digital? Não: ela mata a agência genérica e turbina a que tem nicho e método.


A inteligência artificial não vai acabar com as agências de marketing digital. Ela vai matar a agência genérica e vai transformar a agência ultranichada, com método próprio, em máquina de imprimir dinheiro. Essa é a minha tese, e ela não é para criar terror no mercado. É um alerta: quem ignorar, vai se arrepender em breve.

Sou empresário há mais de 20 anos e hoje toco a Supersal, agência de marketing que fatura mais de R$200.000 por mês. E o que separa quem vai sofrer de quem vai prosperar nessa era da IA não é a ferramenta em si. É uma decisão que você toma agora.

Por Que a Agência de Marketing Genérica Vai Sofrer com a IA

A agência genérica sofre porque a IA não resolve o problema real dela, que é falta de profundidade. Agência que atende todos os nichos e não consegue se aprofundar em nenhum não desenvolve inteligência consistente sobre nenhum mercado. Fica sempre testando estratégia nova para cada cliente de nicho diferente, e quem paga essa conta é o próprio cliente.

Entra um nicho novo na agência, você precisa testar estratégia usando o dinheiro do cliente para ver o que dá certo. O mercado evolui rápido, o dinheiro do cliente vira teste, e depois de dois, três, quatro meses sem resultado, esse cliente vai embora.

Os nichos estão ficando cada vez mais sofisticados. Restaurantes, cinco, seis, sete anos atrás não tinham iFood, não tinham cardápio digital, não tinham 99Food. Hoje têm. Em alguns restaurantes, o iFood representa 40% a 50% das vendas. Médicos têm o Doctoralia. Quem vende carro precisa entender de Web Motors. Como é que uma agência genérica entende de tudo isso ao mesmo tempo? Não entende. E aí a entrega fica superficial. É o preço de nunca ter resolvido a escolha do nicho da agência de marketing.

A IA Não Resolve a Falta de Nicho

A IA não resolve isso porque IA não é diferenciação, é commodity. Implementar uma ferramenta de IA no cliente já está virando lugar comum, todo mundo tem acesso. Se você continua atendendo todo tipo de nicho, vai continuar sendo generalista num mundo que só sofistica os mercados. A IA não muda essa conta.

Quanto mais profundo você é num nicho, mais a IA te ajuda a otimizar, porque você sabe o que perguntar, sabe o que corrigir, sabe filtrar o que a ferramenta entrega. É bola de neve: quanto mais você se aprofunda, melhor fica o resultado, e a IA acelera esse ciclo em vez de substituir a especialização. Sem essa base de ultranichar a agência, a ferramenta não tem em cima do que trabalhar.

Por Que o Dono de Agência de Marketing Tem Vantagem Sobre o Técnico de Uma Nota Só

A tecnologia substitui primeiro trabalho superficial e repetitivo. O profissional de tarefa simples e genérica está mais em risco: o gestor de tráfego que só aperta botão, o designer que só faz arte. Isso é o que a gente chama de músico de uma nota só, e esse profissional está mais comprometido com a chegada da IA.

Mas mesmo com automação, alguém precisa continuar operando a ferramenta. Gosto de usar o exemplo da máquina de lavar louça: é um equipamento maravilhoso, ajuda muito no dia a dia, mas alguém ainda precisa tirar o prato da pia e colocar dentro da máquina. Com a IA é igual. Alguém precisa operar, conversar com ela, extrair o que interessa, saber fazer a pergunta certa.

O empresário dono do negócio não vai operar essa IA sozinho. Internalizar time de marketing é caro e difícil de gerir, a maioria das empresas não banca duas, três, quatro pessoas só para marketing. Por isso as empresas vão continuar precisando contratar agência.

E o dono de agência tem vantagem sobre o profissional técnico de habilidade única porque a IA reduz o custo de operação da agência, aumentando margem, enquanto o técnico de uma nota só corre o risco de ser substituído. O dono de agência é conector de pontos: estratégia, atendimento, tráfego, conteúdo, canais de venda, ferramenta. Essa conexão continua sendo trabalho de agência, e a IA exige curadoria, não é pegar a estratégia que ela criou e aplicar sem noção nenhuma do assunto.

Os Quatro Passos para Usar a IA a Seu Favor

A ordem aqui importa. Não adianta pular etapa achando que ferramenta resolve o que falta de estrutura.

Primeiro, especialize-se em um único nicho e se aprofunde nele de verdade. Não existe empresa genérica dando resultado para todos os nichos que atende. Você precisa falar a linguagem do cliente, participar de comunidade e evento do nicho, viver aquele mundo. Só de nichar, você já se diferencia.

Segundo, desenvolva um método único, a sua receitinha de bolo. Todo cliente contrata agência porque quer faturar mais, no final das contas é isso. Na Supersal, a gente tem o método SCOPE, com a missão de fazer os restaurantes baterem recorde de vendas. Não dá para copiar esse método para um posto de gasolina ou uma loja de roupa. O nicho é a ponta do iceberg, o método vem depois, específico para aquele nicho.

Terceiro, busque clientes que têm mais dinheiro do que tempo. Cliente que tem tempo e não tem dinheiro é cliente ruim, vai encher a paciência e ser péssimo pagador. Na Supersal, o foco é restaurante acima de R$300.000 por mês de faturamento, para viabilizar o ticket e o investimento em anúncio sem o cliente sofrer na hora de pagar o boleto. Isso exige clareza sobre qual cliente, dentro do nicho, você vai atender.

Quarto, use a IA como ferramenta de eficiência, não como substituição. Ela aumenta produtividade, reduz custo de operação e libera tempo, mas o relacionamento com o cliente continua sendo um dos maiores fatores de sucesso da agência. Isso vale tanto para escolher as melhores ferramentas para a agência de marketing quanto para desenhar automação de processos que libera a equipe para o que realmente importa: estratégia e relação com o cliente.

A Agência de Marketing Continua Extremamente Relevante

No final das contas, a agência de marketing não vai morrer. Ela continua sendo a conectora de pontos que nenhuma ferramenta sozinha substitui, porque empresa não quer aprender a operar IA, quer resultado. Quem entender esse jogo agora vai crescer com menos esforço e mais margem. Quem continuar operando como se ainda fosse 2019 vai trabalhar cada vez mais e ganhar cada vez menos.

A pergunta certa não é se a IA vai acabar com a sua agência. É se você já tem nicho, método e cliente certo definidos antes de sair correndo atrás de ferramenta nova.

Se você quer construir essa base com quem já fez esse caminho, conheça a Mentoria Ultra da Ultralize. O programa existe para levar você do genérico ao ultranichado, com método próprio e pronto para usar a IA a seu favor, não como muleta.


Rodrigo Bindes é co-fundador e mentor da Ultralize e CEO da Supersal, a mais conceituada agência de marketing para restaurantes do Brasil. Em três anos, construiu uma agência com múltiplos 7 dígitos de faturamento e mais de 50% de margem de lucro.

Perguntas frequentes

A inteligência artificial vai acabar com as agências de marketing digital?

Não. A IA vai matar a agência de marketing genérica, aquela que atende todos os nichos e não se aprofunda em nenhum. A agência que tem um nicho definido, um método próprio e cliente certo usa a IA para reduzir custo de operação e aumentar margem, ficando ainda mais relevante.

Que tipo de profissional de agência de marketing está mais em risco com a IA?

O que a gente chama de músico de uma nota só: o gestor de tráfego que só aperta botão, o designer que só faz arte, o profissional de uma habilidade técnica única. A tecnologia substitui primeiro trabalho superficial e repetitivo. Quem oferece uma solução completa, conectando estratégia, atendimento e execução, corre menos risco.

Por que uma empresa vai continuar contratando agência de marketing mesmo com IA disponível?

Porque internalizar um time de marketing é caro e difícil de gerir. A maioria das empresas não banca duas, três, quatro pessoas só para marketing, e mesmo com IA disponível, alguém precisa continuar operando a ferramenta, com curadoria e conhecimento do nicho. É por isso que a agência de marketing continua sendo a conectora de pontos entre estratégia, atendimento, tráfego, conteúdo e canais de venda.

Rodrigo Bindes, Co-fundador e mentor da Ultralize, Ultralize
Sobre o autor

Rodrigo Bindes

Co-fundador e mentor da Ultralize

Rodrigo Bindes é co-fundador e mentor da Ultralize e CEO da Supersal, a mais conceituada agência de marketing para restaurantes do Brasil. Construiu uma agência do zero e, em três anos, atingiu múltiplos 7 dígitos de faturamento com mais de 50% de lucratividade.